Governo Ibaneis faz um investimento de R$ 4, 4 bilhões em mobilidade e transforma cotidiano do DF

Intervenções viárias entregam celeridade e conforto à população. Destaque para o Túnel de Taguatinga, a Nova Saída Norte e a recém-anunciada expansão do metrô em Samambaia

Ibaneis Rocha se mostrou um grande tocador de obras - Foto: Renato Alves,

Por determinação do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), o governo do Distrito Federal investiu em grandes obras nos últimos três anos com um objetivo principal: ampliar a mobilidade da população. O aporte destinado ao Túnel de Taguatinga, ao complexo Nova Saída Norte, à recém-anunciada expansão do metrô em Samambaia e a outras intervenções viárias visa oferecer mais conforto, segurança e celeridade para os moradores.

"Muitas vezes as pessoas questionam por que tantas obras na cidade. Nós temos que melhorar a infraestrutura como um todo, com isso a gente melhora a mobilidade e o tempo de atendimento das comunidades do Distrito Federal, fazendo com que as famílias cheguem mais cedo do seu trabalho e tenham mais tempo pra curtir a sua casa", comentou Ibaneis.

"Inauguramos novas estações e, agora, investimos na complementação do metrô em Samambaia para alimentar todo o corredor que capta pessoas mais no fundo da cidade"José Humberto Pires de Araújo, secretário de Governo

O secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, reconhece a priorização da gestão atual em garantir infraestrutura para as cidades e acesso a uma vida mais digna. Ele lembra que, até 2019, havia uma série de obras viárias esquecidas e inacabadas, além de estagnação na linha metroviária.

"A última grande obra em relação ao metrô ocorreu em 2010. De lá para cá, nada tinha sido feito em termos de investimentos e novas estações", analisa. "Inauguramos novas estações e, agora, investimos na complementação do metrô em Samambaia para alimentar todo o corredor que capta pessoas mais no fundo da cidade", completa o secretário de Governo.

Em 2020, foram inauguradas três estações – duas na Asa Sul (106 e 110 Sul) e uma em Taguatinga (Estação Estrada Parque). Agora, os esforços estarão canalizados na expansão da linha 1 do Metrô, no ramal Samambaia. A licitação, com investimento da ordem de R$ 362 milhões, prevê a extensão da via em 3,6 quilômetros, a partir do Terminal Samambaia.


A Estação 106 Sul foi uma das inauguradas em 2020: agora, os esforços estarão canalizados na expansão da linha 1 do Metrô, no ramal Samambaia | Fotos: Renato Alves,

Serão construídas duas estações, uma próxima à UPA de Samambaia e outra que passará a funcionar como terminal, próxima ao Centro Olímpico, além de três subestações retificadoras de energia para atender ao novo trecho e reforçar a capacidade energética do sistema. Como complemento do projeto, estão previstos três viadutos e quatro passarelas de pedestres. A previsão de duração das obras é de quatro anos.

O presidente do Metrô-DF, Handerson Cabral, analisa que a expansão atende a uma demanda antiga dos moradores da cidade. "Com duas novas estações, vamos levar mais conforto para uma população de aproximadamente 10 mil pessoas em Samambaia. Cada quilômetro a mais que tiramos do papel é um passo importantíssimo para proporcionar uma mobilidade mais segura, confortável e acessível para a população", acrescenta.

Obras grandiosas


Com investimento de R$ 275 milhões, o Túnel de Taguatinga terá 1.010 m de extensão e vai beneficiar mais de 137 mil motoristas diariamente - Foto: Renato Alves.

Maior obra viária em andamento no Brasil, o Túnel de Taguatinga atingiu 75% de execução em junho deste ano. A intervenção recebeu investimento de R$ 275 milhões, para beneficiar mais de 137 mil motoristas diariamente. Integrante do Corredor Eixo Oeste, principal projeto viário para a região sul do Distrito Federal, a passagem subterrânea terá 1.010 m de extensão e duas galerias, para sentido Norte e Sul, com duas vias de rolamento.

Para o secretário de Obras e Infraestrutura, Luciano Carvalho, o Túnel de Taguatinga demonstra o empenho em remodelar a cidade e investir no que realmente importa para a população, que é a facilidade em transitar pelas regiões administrativas. "Taguatinga é uma das principais cidades do DF. Queremos realmente modernizar a estrutura urbana e trazer ainda mais mobilidade", pontua o gestor.

O secretário de Transporte e Mobilidade, Valter Casimiro, acrescenta que o túnel cria um novo perfil de utilização do transporte público. "Vamos conseguir reduzir o tempo de locomoção até o Eixo Monumental em pelo menos 30 minutos", avalia.


Do lado norte do DF, o Complexo Viário Governador Roriz teve sua obra concluída em abril de 2021: com 23 viadutos, beneficia mais de 100 mil motoristas diariamente -  Foto: Renato Alves.

Do outro lado do Distrito Federal, destaque para a construção do Complexo Viário Governador Roriz, que compreende o Trevo de Triagem Norte (TTN) e a Ligação Torto-Colorado (LTC). O GDF finalizou, em abril de 2021, a construção de 23 viadutos, quatro pontes, 28 quilômetros de vias e 14 de ciclovias, beneficiando mais de 100 mil motoristas que trafegam pela Saída Norte diariamente.

Para reduzir ainda mais os engarrafamentos na região, está sendo desenvolvido o projeto da Nova Saída Norte, que será formada por 16 quilômetros de pistas e 23 viadutos, passando por duas pontes sobre o Lago Paranoá. A obra é prevista no plano Brasília Revisitada, de Lucio Costa, instituído pelo Decreto nº 10.929/1987, além de ter sido recomendada no Plano Diretor de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal (PDTU/DF), instituído pela Lei nº 4.566/2011.

O complexo deve reduzir o trânsito na via que atende Sobradinho, Planaltina e Formosa, além de ser alternativa de acesso ao Plano Piloto para o Itapoã e Paranoá. Também será desenvolvida uma faixa exclusiva de BRT no sentido de ida e de volta, com terminais e passarelas, além de faixas exclusivas para ciclistas e calçadas para uso dos pedestres.

A construção será viabilizada por meio de Parceria Público-Privada (PPP), na modalidade concessão administrativa, com investimento previsto  de R$ 3,8 bilhões. O contrato da PPP será por 25 anos. Em abril deste ano, o projeto passou por análise em audiência pública, em que a população sugeriu mudanças. As contribuições, atualmente, estão sendo analisadas pela Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob).

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