Diagnóstico precoce é essencial no combate ao câncer colorretal, o tipo que mais mata no mundo
O câncer colorretal é um dos tipos de tumor mais incidentes no mundo e no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, trata-se do segundo câncer que mais causa mortes globalmente. No país, dados do Instituto Nacional de Câncer apontam que a doença também ocupa posição de destaque entre as principais causas de óbito por câncer.
Diante desse cenário, a equipe médica de gastroenterologia da Policlínica Estadual da Região Nordeste II – Posse, unidade do Governo de Goiás administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED), reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
O câncer colorretal afeta o cólon e o reto, partes do intestino grosso responsáveis pela absorção de água e sais minerais, além da formação das fezes. Na maioria dos casos, a doença se desenvolve a partir de pólipos, lesões inicialmente benignas, que podem evoluir para tumores malignos ao longo do tempo. Quando identificados precocemente, esses pólipos podem ser removidos, evitando o desenvolvimento do câncer.
Diagnóstico precoce
Segundo a gastroenterologista da unidade, Jéssica Caren, a atenção aos sinais de alerta é fundamental. “É essencial valorizar o rastreamento e ficar atento a sintomas como presença de sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, dor abdominal persistente, perda de peso sem causa aparente e anemia. Esses sinais precisam ser investigados”, destaca.
A médica também ressalta que mudanças no estilo de vida contribuem para a prevenção da doença. “Manter uma alimentação rica em fibras, praticar atividade física regularmente e evitar o consumo excessivo de álcool e tabaco são medidas importantes. Além disso, o rastreamento precoce é fundamental”, explica.
De acordo com o Ministério da Saúde, o rastreamento do câncer colorretal é, em geral, indicado a partir dos 50 anos de idade. No entanto, a Jéssica alerta: “pessoas com fatores de risco, como histórico familiar da doença, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool e dieta rica em alimentos ultraprocessados, devem iniciar a investigação mais precocemente”. A detecção precoce é decisiva para o sucesso do tratamento, aumentando significativamente as chances de cura e reforçando a importância do acompanhamento médico regular aliado à adoção de hábitos de vida saudáveis.




.png)