Iniciativa
do Instituto Cury, Fundação Roberto Marinho e ESPM vai oferecer formação para
200 pessoas e impulsionar 10 negócios locais
Moradores e empreendedores da Zona Portuária do
Rio de Janeiro têm uma nova oportunidade para desenvolver e fortalecer seus
negócios criativos. As inscrições para o edital da
co.liga, VOA – sua vez é agora, estão abertas e o projeto
vai oferecer 200 vagas de formação. A iniciativa busca qualificar
empreendimentos já em funcionamento e, também, impulsionar ideias que ainda
estão no papel e é resultado da parceria entre a Fundação Roberto Marinho, o
Instituto Cury e a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).
O Voa – sua vez é agora é um
projeto de formação voltado ao desenvolvimento de iniciativas e ao
aprimoramento de negócios com potencial de geração de renda e impacto
territorial na região. Para participar, é preciso ter 18 anos ou mais, residir
na Zona Portuária ou ter um negócio já em funcionamento nos bairros da Saúde,
Santo Cristo, Gamboa, Caju ou Cidade Nova, incluindo o Morro da Providência, o
Morro do Pinto e o Morro da Conceição.
Estruturado em quatro fases, o projeto está
aberto à participação de iniciativas em diferentes níveis de evolução. Além da
oferta de formação para 200 pessoas, dez iniciativas receberão apoio técnico e
financeiro para implementação de seus negócios na região.
Para Luciana Kamimura, gerente executiva do
Instituto Cury, o projeto Voa integra os caminhos que vêm sendo fomentados para
contribuir com a mobilidade socioeconômica da região do Porto Maravilha. “O
fortalecimento dos empreendedores locais democratiza o acesso à geração de
trabalho e renda, além de promover a inclusão socioprodutiva em uma região com
saberes e histórias tão relevantes, que deve receber aproximadamente 47 mil
novos moradores nas unidades habitacionais com entregas previstas”.
A região portuária do Rio de Janeiro tem grande
relevância histórica e cultural para a cidade. Marcado pela ancestralidade,
pela coletividade e pelo empreendedorismo, o território se destaca também no
cenário atual pela força dos negócios locais. Dados do Mapa Empreendedor Pequena África,
publicado no ano passado, mostram que 69% dos empreendedores da região são
pessoas negras e 71% são mulheres. Além disso, 70% dos negócios mapeados
afirmam atuar com produtos e serviços voltados à população afro-brasileira e/ou
à promoção da equidade racial.
Saiba mais sobre
a formação
Com 200 vagas, a primeira etapa da formação foca
no desenvolvimento de competências essenciais para a área criativa e cultural,
como planejamento, comunicação, modelo de negócio e identificação de
oportunidades. A proposta é que os participantes aprimorem suas habilidades
para organizar e transformar ideias em iniciativas viáveis e estruturadas.
Para Bruna Camargos, coordenadora da co.liga, a
conexão com o território é um dos principais diferenciais do projeto. “A
iniciativa foi desenhada a pedido do Instituto Cury para fortalecer quem já
vive e empreende na Região Portuária, oferecendo uma jornada formativa robusta
que qualifica os participantes e, ao mesmo tempo, cria condições para a
sustentabilidade de negócios e serviços de micro e pequeno porte que já existem
na região. É uma ação que aposta no impacto coletivo, na permanência dos
empreendedores no território e na consolidação das economias locais”.
Os participantes que concluírem a formação
poderão avançar para as etapas seguintes, dedicadas à imersão e à aceleração
dos negócios. Nessa fase, o edital selecionará 20 propostas que receberão
mentorias e apoio técnico para aprimorar e estruturar suas ideias, tornando-as
mais consistentes e preparadas para a implementação. Para apoiar essa
trajetória, o projeto também oferecerá auxílio financeiro, permitindo que os
participantes se dediquem ao desenvolvimento de suas iniciativas.
Ao final do processo, os participantes apresentam
suas propostas a uma banca avaliadora, que selecionará dez empreendimentos para
receber um capital semente de R$ 10 mil, destinada à implementação e ao
fortalecimento dos negócios. Cada iniciativa escolhida será acompanhada por
mais seis meses, com foco em sua consolidação e sustentabilidade.
Para Rodrigo Carvalho, professor e coordenador da Aceleradora Base
ESPM, o empreendedorismo é uma ferramenta de transformação social e, nesse
contexto, a inovação surge como caminho para o desenvolvimento de soluções
voltadas a desafios locais. Segundo ele, quando os atores estão conectados ao
território, o impacto das iniciativas tende a ser mais consistente e duradouro.
“Os participantes que chegarem a fase de aceleração, podem esperar uma
profunda reflexão sobre os modelos de negócios que estão construindo. Será um
percurso orientado por mentores e professores, considerando que cada negócio
tem seu próprio ritmo de desenvolvimento. O mais importante é que todos
concluam com técnicas consolidadas e um plano de ação concreto, seja para
entrar no mercado, ampliar a geração de receita ou estruturar melhor suas
ideias. O projeto também se propõe a ser um espaço de experimentação para novos
produtos e serviços, fortalecendo, na prática, o processo de inovação”, explica
Rodrigo Carvalho.
Como fazer sua
inscrição
Para se inscrever no edital VOA – sua vez é
agora, é necessário realizar cadastro na co.liga, escola gratuita e
digital de economia criativa, cultura e tecnologia: https://coliga.digital/pt-BR. Após criar o perfil na plataforma, o candidato deve ler atentamente o
edital, completar suas informações pessoais e verificar se atende aos
pré-requisitos para participar. Em seguida, é preciso fazer também a inscrição
específica no edital dentro do ambiente da co.liga.
Sobre a co.liga
A co.liga é uma
escola digital e gratuita de economia criativa, cultura e tecnologia, criada
para ampliar oportunidades de formação, trabalho e geração de renda,
especialmente para as juventudes. Realizada pela Fundação Roberto Marinho em
parceria com a Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI) e com a Motiva,
como mantenedora, por meio de seu instituto, a iniciativa também tem o apoio do
Instituto Localiza e a parceria institucional com o Ministério do Trabalho e
Emprego. A escola oferece mais de 50 cursos certificados, distribuídos em oito
segmentos da economia criativa e uma trilha transversal com temas como
empreendedorismo, escrita de projetos e comunicação antirracista. A co.liga
combina formação, experimentação profissional e uma ampla rede de parceiros
para promover inclusão produtiva e mobilidade social. Saiba mais em: www.coliga.digital.
Sobre o Instituto Cury
O Instituto Cury
é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada e mantida
pela Cury Construtora, com personalidade jurídica e governança próprias. Atua
nas Regiões Metropolitanas de São Paulo e do Rio de Janeiro com a missão de
promover a mobilidade socioeconômica e contribuir para o desenvolvimento
sustentável dos territórios onde sua mantenedora está presente. Sua estratégia
está estruturada em dois eixos prioritários: Educação Profissional para
Inclusão Socioprodutiva e Esporte para Mobilidade Social, promovendo geração de
oportunidades e fortalecimento de capacidades para crianças, jovens e adultos.
O Instituto opera majoritariamente por meio de um modelo estruturado de
grantmaking, realizando a seleção e o apoio técnico-financeiro a organizações
da sociedade civil parceiras. Saiba mais em: www.institutocury.org.br



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